A vitamina D é indispensável para preservar a saúde dos ossos, regular o sistema imunológico e garantir o funcionamento correto do organismo. Sua principal fonte é a exposição ao sol, mas ela também está presente em alimentos como peixes gordurosos, ovos e laticínios fortificados, além de poder ser obtida por suplementos. A carência desse nutriente pode provocar diversos sintomas capazes de prejudicar o bem-estar físico e mental.
“A deficiência subclínica de vitamina D, medida pela baixa concentração sérica de 25 OH Vitamina D, é muito comum atualmente, devido à menor exposição solar e uso de filtro solar. O que muitos não sabem é que a famosa ‘vitamina do sol’ é, conceitualmente, um hormônio, em função da capacidade de ser sintetizada integralmente pelo organismo e do fato de ter receptores específicos em diversos tecidos do corpo”, comenta a endocrinologista Thaís Vital.
Confira, a seguir, os principais sinais da deficiência de vitamina D!
1. Fadiga constante
O cansaço persistente está entre os primeiros indícios da falta de vitamina D. A deficiência desse nutriente interfere na produção de energia pelo organismo e pode causar fadiga, inclusive depois de uma boa noite de descanso. Isso acontece porque a vitamina tem papel essencial no metabolismo das células, e sua ausência pode prejudicar o abastecimento energético celular.
2. Dor muscular e fraqueza
A vitamina D é necessária para o bom funcionamento dos músculos, e sua carência pode provocar dores e fraqueza muscular. Isso se deve à participação dela na absorção de cálcio, mineral indispensável para que a contração muscular ocorra adequadamente. Por isso, quem apresenta níveis baixos do nutriente pode sentir dores musculares espalhadas pelo corpo e até ter dificuldade para executar atividades cotidianas, como subir escadas ou erguer objetos.
3. Dores nos ossos
A vitamina D está diretamente ligada à saúde dos ossos, pois contribui para a absorção de cálcio e fósforo, componentes fundamentais para mantê-los resistentes. “Seu efeito no metabolismo ósseo consiste em aumentar a absorção duodenal de cálcio e agir diretamente no osso, participando do processo de mineralização […]”, explica Thaís Vital.
Dessa forma, a falta desse nutriente pode causar dor óssea, sobretudo na região inferior das costas e nas pernas. Se persistir por muito tempo, a deficiência pode até levar à osteomalácia, condição caracterizada pelo enfraquecimento e amolecimento dos ossos.
4. Baixa imunidade
Esse nutriente exerce uma função relevante na modulação do sistema imunológico, auxiliando o corpo no combate a infecções. Portanto, diante da deficiência de vitamina D, as defesas do organismo podem ficar comprometidas, aumentando a predisposição a resfriados, gripes e outras infecções.
Segundo a farmacêutica Paula Molari Abdo, o sistema imunológico reúne diversas células responsáveis pela defesa do corpo, protegendo-o de doenças e infecções provocadas por agentes externos, como bactérias, vírus e parasitas. Quando a imunidade está reduzida, o organismo tem mais dificuldade para se defender e fica mais vulnerável às chamadas doenças oportunistas.
5. Depressão e mudanças de humor
A carência de vitamina D também pode afetar a saúde mental. Níveis reduzidos desse nutriente são associados ao aumento de sintomas depressivos, pois ele influencia a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela regulação do humor. Pessoas com deficiência de vitamina D podem apresentar tristeza, ansiedade e irritabilidade.
Como identificar e tratar a deficiência de vitamina D?
A deficiência de vitamina D pode ser diagnosticada por exames de sangue que verificam a concentração do nutriente no organismo. Ao notar algum dos sintomas mencionados, é importante buscar orientação médica para confirmar a redução dos níveis e conversar sobre as possibilidades de tratamento.
Tomar sol por pelo menos 15 minutos por dia é uma das maneiras mais simples de obter a vitamina. Ainda assim, em muitos casos, são necessários ajustes na alimentação e suplementação. “Somente 20% das nossas necessidades [de vitamina D] vêm da dieta. Os outros 80% são sintetizados pela pele por meio da exposição solar”, explica Paula Molari Abdo.
Porém, é fundamental ter cautela com a automedicação. “Vale frisar que não se recomenda a suplementação de vitamina D além das necessidades diárias para a prevenção de doenças ou mesmo para aumentar a qualidade de vida. Portanto, consulte um médico para avaliar se você realmente precisa do suplemento e qual a dosagem que atenderá suas necessidades”, finaliza a farmacêutica.






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