A busca por procedimentos estéticos vem acompanhando uma preferência por resultados mais naturais, sem excessos e com maior respeito às características de cada pessoa. Para obter um efeito sutil e equilibrado, porém, a segurança deve estar sempre em primeiro lugar.
A seguir, o dermatologista Dr. Humberto Ponzio, professor da Afya Educação Médica de Porto Alegre, reúne os principais cuidados para quem pretende realizar um preenchimento facial e reduzir possíveis riscos. Confira!
1. Seu histórico faz toda a diferença
Caso você tenha realizado algum procedimento estético há 10, 20 ou 30 anos, informe o médico. Produtos antigos e permanentes aplicados no passado, como PMMA (polimetilmetacrilato) ou silicone, permanecem na pele e podem reagir de forma inadequada a novas aplicações de ácido hialurônico.
2. Os riscos dos produtos definitivos
Substâncias permanentes, a exemplo do PMMA, podem causar complicações e rejeições mesmo 10 anos depois da aplicação. Embora o preenchedor permaneça no local para sempre, o rosto segue mudando ao longo do tempo, o que pode alterar e deformar o resultado.
3. Peça um “raio-x” do rosto antes do preenchimento facial
Atualmente, já é possível fazer uma ultrassonografia dermatológica de alta frequência antes da introdução de qualquer agulha ou cânula. O exame mapeia artérias, veias e preenchimentos antigos, ajudando o médico a evitar áreas de risco e prevenindo perfurações que podem provocar necroses.
4. Evite a “receita de bolo”
Uma harmonização bem-feita deve avaliar a estrutura facial e recuperar o volume perdido com o passar dos anos, sem apagar os traços originais. Desconfie de métodos que deixam todas as pessoas com aparência semelhante, prática conhecida como uniformização.
Por Grazieli Binkowski






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