O presidente do grupo faz um alerta.
Os preços dos alimentos podem voltar a subir nos próximos meses. Essa é a preocupação de Thierry Cotillard, presidente do Groupement Mousquetaires, grupo à frente da rede Intermarché. Em entrevista à France Inter nesta terça-feira, 22 de setembro, o executivo alertou para as próximas semanas, sobretudo para as negociações comerciais previstas para 2027.
Intermarché alerta para custos e negociações de 2027
Diversos sinais preocupam Cotillard, especialmente os preços da eletricidade e dos combustíveis, que continuam elevados. O plástico também pode ficar mais caro, enquanto as matérias-primas agrícolas estão sob pressão.
Esses aumentos costumam acabar sendo repassados aos consumidores. “Além dos produtos frescos, podemos ter uma reação em cadeia que atinja praticamente tudo o que vocês vendem em suas lojas”, alerta o executivo. Indústrias e fornecedores já começam a preparar seus preços para 2027, e ele pede que ajam com moderação.
Inflação já é expressiva nos produtos essenciais
Questionado sobre a possibilidade de uma inflação de dois dígitos, Thierry Cotillard não descarta o cenário. Ele fala em aumentos de 8% a 12%, dependendo da categoria de produto. Se o preço do litro ficar acima de 2,50 euros por um período prolongado, a situação poderá piorar. “O pior foi a Covid. Mas estou preocupado não apenas com o que estamos vivendo agora, e sim com o que vamos viver”, afirma.
Uma inflação excessiva levaria as famílias a comprar menos, reduzindo a produção, os investimentos e, posteriormente, o emprego. O executivo também lembra a dimensão dos aumentos já registrados: uma cesta de 12 produtos acompanhada pela rede passou de 37 euros em 2022 para 51 euros atualmente, uma alta de 40%.
Preocupação também atinge produtos de higiene
Há alguns meses, citamos o jornalista Olivier Dauvers, que tratou do assunto na RTL. Ele mencionou uma possível alta dos alimentos nos meses seguintes e detalhou suas preocupações em relação aos produtos de higiene. Ainda será preciso acompanhar o resultado das negociações. As redes, evidentemente, não têm interesse em aceitar aumentos excessivos, que afastariam clientes e reduziriam suas margens.
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