Em um momento em que a "proteína está na moda", é importante distinguir o consumo benéfico daquele que se torna excessivo. A nutricionista Joana Martins explica as diferenças, as vantagens e os riscos.
A "febre da proteína" acontece em todo o mundo. Segundo Joana Martins, o fenômeno surge da preocupação crescente da população com a qualidade de vida e a longevidade, tendo a alimentação como aliada na prevenção de problemas de saúde. Além disso, a nutricionista acrescenta que "a busca por um corpo mais magro e musculoso também faz com que a proteína esteja na moda".
Proteína adicionada nem sempre significa um alimento mais saudável
A nutricionista alerta que "um alimento com proteína adicionada não é automaticamente mais saudável". Embora esses produtos sejam frequentemente vistos como uma alternativa mais benéfica, isso nem sempre corresponde à realidade.
Joana Martins chama a atenção para a presença de outros aditivos menos desejáveis em uma grande variedade de produtos com adição de proteína. "Todo mundo pensa que uma quantidade maior de proteína torna o alimento mais saudável do que outros, mas nem sempre é assim. Muitas vezes, também há uma quantidade maior de açúcar, sal ou gorduras saturadas", afirma. Por isso, ela recomenda atenção ao rótulo e à forma como o alimento é processado.
Consumo de proteína e equilíbrio da alimentação
Os suplementos proteicos muitas vezes são convenientes, mas, de acordo com a especialista, na maioria dos casos não são necessários. "É muito fácil atingir as quantidades necessárias de proteína se for possível incluir um pouco no café da manhã, comer carne ou peixe, ou um equivalente, no almoço e no jantar e, à tarde, consumir um ovo ou um laticínio", explica.
Em adultos saudáveis, a proteína costuma ser bem tolerada pelo organismo. Ainda assim, seu consumo pode ser considerado excessivo quando passa a ocupar o espaço de outros nutrientes essenciais ao bom funcionamento do corpo. Por promover muita saciedade, esse macronutriente às vezes acaba substituindo frutas, verduras e legumes, carboidratos e gorduras saudáveis indispensáveis.
Joana Martins ressalta que, sempre que houver intenção de fazer mudanças significativas na dieta, é importante consultar um profissional da área. Assim, é possível buscar os objetivos desejados sem comprometer o bem-estar.
Como calcular a quantidade de proteína por dia?
A nutricionista apresenta alguns valores gerais que podem ajudar a orientar um consumo moderado de proteína.
Para um adulto sedentário, a recomendação diária é de 0,8 gramas por quilograma de massa corporal. No caso de uma pessoa adulta relativamente ativa, recomenda-se elevar a quantidade para cerca de 1,2 gramas. Quando o objetivo é ganhar massa muscular, o consumo deve ser maior e pode variar de 1,6 a 2 gramas.






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