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Barateflação nos supermercados: entenda essa prática

Mulher em supermercado segurando duas caixas de cereal "nova receita", com expressão de dúvida.
Neste artigo
  1. Barateflação e reduflação nos supermercados
  2. O que é exatamente a barateflação?
  3. Críticas e defesa das empresas
  4. Um exemplo recente

Uma prática ganha espaço cada vez mais nos supermercados.

Barateflação e reduflação nos supermercados

A reduflação já é relativamente conhecida: nessa prática comercial, o preço aumenta enquanto o tamanho do produto diminui. Mas você conhece a barateflação, também chamada de cheapflation? Em 2024, a ONG Foodwatch denunciou esse método e fez acusações contra grandes grupos da indústria alimentícia: Nestlé, Unilever e Mondelez.

O que é exatamente a barateflação?

O próprio termo cheapflation combina a palavra inglesa para “barato” ou “de baixa qualidade” com parte da palavra para “inflação”. A Foodwatch define a prática como “a degradação da qualidade nutricional de um produto, isto é, de seu valor energético e de seu teor de lipídios, proteínas e vitaminas, ou de sua qualidade organoléptica, relacionada à aparência, ao gosto e ao sabor, e o aumento de seu preço por litro ou por kg”.

Na ocasião, seis produtos bastante conhecidos pelos consumidores foram apontados: After Eight, Bordeau Chesnel, Findus, Fleury Michon, Maille e Milka. A ONG acusa as empresas de reduzir, substituir ou eliminar um ingrediente, usando outro mais barato ou de qualidade inferior.

Críticas e defesa das empresas

Citada pela France Info, Audrey Morice, responsável por campanhas da Foodwatch, lamentou: “Com a barateflação, os consumidores e as consumidoras saem perdendo duas vezes. As pessoas compram produtos piores e pagam mais caro por eles.”

As marcas questionadas procuram se defender e, no ano passado, alegaram aumento nos custos das matérias-primas. Para outros observadores, o objetivo principal dos fabricantes é manter suas margens elevadas e, ao mesmo tempo, evitar que os preços subam demais para os clientes. Apesar de criticáveis, essas práticas são legais, segundo os especialistas em direito consultados pelo veículo público.

Um exemplo recente

A revista 60 Millions de consommateurs relatou um caso que classifica como cheapflation. Uma cliente costumava comprar o arroz longo de Camargue “Méditerranée”, da marca Taureau Ailé, com Indicação Geográfica Protegida (IGP). O produto desapareceu por várias semanas dos supermercados da região.

Quando voltou à prateleira, o preço havia disparado 75%, chegando a 2,09 euros por 500 gramas. Pior: embora a embalagem seja praticamente idêntica à anterior, a origem mudou. Ao virar o pacote, é possível ver que o arroz já não possui IGP e vem da Itália.

Você já conhecia essas técnicas usadas pelas grandes marcas da indústria alimentícia? Conte para nós nos comentários.

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Mariana Souza Carvalho

Mariana Souza Carvalho é arquiteta e consultora em sustentabilidade residencial, com especialização em soluções ecológicas para casas e jardins. No kazaverde.com, compartilha conteúdos sobre decoração consciente, paisagismo, cultivo doméstico e práticas que tornam o lar mais verde, saudável e eficiente.

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